sexta-feira, 25 de março de 2011

wabi

vasinhos da Wanita
agora plantados

são inços
+
um cão vira-lata

sábado, 19 de março de 2011

estudos

nota de Kiefer [post do "a palavra dos outros"]

No blog http://www.apalavradosoutros.blogspot.com  reproduzi esse texto de Charles Kiefer. E agora, aqui.     


1.
Todo o produto cultural - ainda o mais alienado e superficial - oculta na massa da aparência a massa sólida e susbtanciosa que o projeta. A um olhar rápido, e que não penetra a matéria observada, os blogs não passam de "trenzinhos elétricos de diversão do ego", em que adolescentes desorientados estariam fazendo mera catarse, como têm dito aqueles que condenam, geralmente sem querer conhecer, essa nova forma de expressão.

Num certo aspecto, a acusação é verdadeira. Nesses novos espaços de comunicação, o ego passeia - como paseou, solene, na tragédia áurea, na lírica clássica e no drama burguês - porque o texto real ou virtual é a casa do ego, onde o ser lança seus fundamentos. E no labirinto do ego devorador é de pouca ou de nenhuma importância a diferença entre a dor de Homero e a angústia de uma estagiária de comunicação.

É bom que o ego passeie pelos blogs, e que se expanda, e que se desnude, especialmente nesta fase fundadora, de pura ex-pressão, quando o que é quer vir para fora, embora saia apertado e de baixo de vaias. De tanto mostrar-se, a expressão, no choque permanente contra o leito do rio da experiência, arredondará as suas formas, polirá as suas arestas e se transformará em arte. (O que chamamaos de Homero é a lenta sedimentação de um processo popular polifônico, que a tardia gramática helenista transformou em modelo de "bem-escrever".) Então, o olhar apressado há de deter-se sobre o novo objeto e será capaz de ad-mirá-lo

Em sua protoforma, os blogs "parecem" ser a escória de uma civilização voyeurística, o destilado mais recente da tecnificação absoluta. No entanto, como à natureza apavora o absoluto e as afirmações categóricas, ela própria se encarregará de se vingar, transformando, ainda uma vez, o periférico e marginal em central e integrado, de tal forma que os blogs poderão vir a ser a mais autêntica forma de expressão artística do século XXI.


KIEFER, Charles. para ser escritor. SP: Leya, 2010.

um post do "inços"

[reproduzo aqui um post do inços e aquilos - http://incoseaquilos.blogspot.com - porque  trata de um trabalho feito por mim em 2010, que faz parte de um projeto provisoriamente chamado de  "dicionários project", que aos poucos vou realizando]. 



Adoro dicionários, mas às vezes discordo deles. 

Vou contar um "causo" real:  

Era 2010 e eu participaria de uma mostra de arte no espaço da Livraria Cultura. Fiz um trabalho especialmente para isso. As "regras" da exposição eram: temática: dia dos namorados; formato: A2, para pendurar na parede. Meu trabalho consisitiu em dois sanduiches de vidro, cada um trazendo uma definição de dicionário. O primeiro da palavra amor, ano de 1974. O segundo da palavra paixão, ano 2010. Em molduras prateada e dourada, respectivamente. Mas enfim, o ponto é:

Fiquei muito surpresa ao descobrir que, no ano de 1974, amor era definido como "Inclinação sexual forte por pessoa doutro sexo". Doutro sexo? Fiquei ainda mais surpresa quando descobri que em 2010 essa definição continuava a mesma, e certamente agora em 2011, idem. No mínimo curioso.

Partindo daí, passei a "corrigir" os verbetes de dicionário.

Comecei o tal projétil-exercício, o "dicionário project", que está em lento e contínuo andamento.  Enfim. Outra hora escrevo sobre. Por ora fica  a ilustração do trabalho. 





paixão s.f., amor s.m.
2010



"Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem" - a meu ver só isso bastaria para definir amor (no quesito "substantivo"). 

sexta-feira, 18 de março de 2011

o visível

foto, cerâmica, pintura, desenho, escultura, objetos - o visível. 

o que andei ou ando fazendo nas artes visuais.

diário de bordo artístico. 

repertório-portfólio.

es lo que hay.

com puta dores


com puta dores
2008
[email art]
Lab Arte II - IA

verdes fotos, 2006/2010




abertura

Aqui será o lugar do que não coube no inços e aquilos, no tem no sótão ou no a palavra dos outros - meus outros blogs.


O inços se propõe a ser um work in progress. Nele exercito a escrita. A maioria dos textos é ficcional e o espaço é para processo - criação, revisão, re-revisão, recriação desses textos até quando for para ser.  

sótão serve para disponibilizar textos acadêmicos escritos por mim na graduação em Artes Visuais, iniciada em 2008, na UFRGS.


E o a palavra dos outros é uma compilação de textos alheios, retirados de livros impressos (e não só copiados-colados da rede), que fazem sentido para mim e podem interessar a outras pessoas.